“Pinturas” digitais
Durante grande parte da segunda metade da primeira década deste século, deixei de pintar. Em vez disso, “pintei.” Privado a partir de 2004 de um grande atelier, onde até então estava habituado a fazer pinturas relativamente grandes (a maioria das quais não consta deste site), fiz uma birra e decidi dedicar-me à imagem e composição digital; fiquei até entusiasmado com a coisa, até verificar o quão desoladores eram os seus resultados impressos — numa parede, como algo para se olhar, essa mesma imagem que me deixara a impressão de ser processualmente fascinante (ainda acho que é, desde que não saia de um monitor) tornava-se experiência penosa de ver, mais semelhante a um pneu furado do que a qualquer coisa que valesse a pena admirar. A última das imagens assim produzidas, que aqui mostro, está inacabada e assim permanecerá ad aeternum.
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